O Guy Kawasaki é bem conhecido por seu livro "A arte do começo" e por sua trajetória como evangelista da Apple, investidor, e empreendedor.
As dicas dele são valiosas. Se você ainda não leu o livro e se você tem alguma dificuldade com o inglês, aproveite o trabalho feito pelo Camilo Telles e pelo Jacques que traduziram a palestra e colocaram as legendas.
Obrigado ao Jacques Chicourel, empreendedor de Salvador que me enviou o vídeo com as legendas em português.
20/08/2008
A arte do começo
17/08/2008
Aproximando investidores de Universidades e Incubadoras
Este será o tema do próximo Fórum do GVCepe.
"O que o investidor procura. O que a academia e as incubadoras oferecem. Quais as principais barreiras e como facilitar a aproximação entre esses dois mundos. Quais processos cada uma das partes envolvidas adota para que as negociações aconteçam."
O time de debatedores é de primeira. O Paulo Lemos da Unicamp entende muito do assunto e está fazendo um excelente trabalho nesse campo. O Fabricio é um amigo e empreendedor de muito sucesso. Ele está liderando a Compera para um novo patamar e tem que ser ouvido por qualquer um que esteja interessado no mercado de "Mobile". O Robert Binder, do Criatec, é um investidor de muita experiência e está a procura de grandes inovações.
Pretendo estar lá para ouví-los. Se o tema é de seu interesse, aproveite e faça o mesmo.
Data: 25/08 às 17:00. Local: Salão Nobre da FGV - R. Itapeva 432
Inscreva-se aqui.
14/08/2008
Oportunidade para quem está começando
A equipe da Direct Performance, empresa do nosso grupo, está construindo um negócio totalmente acima da média. O Tiago está liderando um time sensacional. Como a empresa está crescendo muito, ele precisa formar gente nova. A oportunidade é excelente. Quer aproveitar? Veja abaixo.
A Direct Performance é uma empresa nova, ligada ao grupo Direct Talk que já atua na Internet há nove anos. Nosso foco é gerar resultados para empresas que tenham atuação na Internet, compartilhando as metas de nossos clientes. Atuamos com técnicas avançadas para gerenciamento de campanhas on-line e geração de resultados, incluindo testes multivariáveis, SEO (Search Engine Optimization), SEM (Search Engine Marketing), automated bid management, web analytics, e-commerce goals e etc.
Estamos em busca de profissionais que tenham como principal motivação a paixão por aprender, que queiram estar atualizados e a frente do mercado, gostem de desafios e queiram crescer rapidamente em uma empresa jovem e em rápida expansão.
Estágio em Business Intelligence
Objetivo do programa
O objetivo do programa de estágio é encontrar pessoas dinâmicas, pró-ativas e com facilidade para trabalhar em equipe para serem os futuros líderes de uma empresa jovem que está em plena expansão. Procuramos pessoas antenadas com a revolução digital que ocorre ao redor delas e queiram fazer parte ativa desse processo. Será um diferencial serem pessoas com facilidade de raciocínio lógico e estruturado além de facilidade com números.
Estrutura
O programa de estágio tem a duração de um ano e treina os candidatos para lidar com diversas ferramentas do mercado como Webtrends, Google Analytics, Google Adwords, Ibope Net Ratings, Microsoft Atlas, Predicta, ADServers e SEO. Esses profissionais serão acompanhados de perto pelos profissionais mais experientes da empresa e terão o tempo todo um antigo participante do programa para auxiliá-los. Serão feitos treinamentos mensais dentro da empresa, além de treinamentos externos com profissionais renomados do mercado.
Todos os aprovados no programa terão chances de efetivação e de participar ativamente da construção da empresa. Esses profissionais terão visão estratégica do mercado, sabendo consolidar grande número de informações, gerando inteligência para o negócio digital de grandes clientes. Além disso, participarão de projetos de melhorias buscando novas soluções e trazendo inovações para a empresa.
Mais detalhes e contato no site da Cia de Talentos.
09/08/2008
Humano, demasiado humano
O Shira e o Diego começaram a discussão sobre gestão de pessoas, e como o tema é muito relevante achei bem entrar nela também.
Não sou contra as salas de jogos ou as regalias com as quais o Google ficou famoso por promover, mas entendo, como o Shira, que elas são mera perfumaria. Se a equipe gosta, faz bom uso e se diverte nos momentos de relaxar, ótimo, mas não venham dizer que isso é uma boa gestão de pessoas.
Por que nos reunimos em "empresas"? Porque em conjunto conseguimos criar valor mais facilmente do que sozinhos. Se você entende isso bem, consegue ter mais de um ativo precioso para a tua vida: tempo. Se você não divide seu esforço com um grupo e tenta gerar valor sozinho, fica sem tempo para família, amigos, outras diversões, etc..
O problema é que muita gente não reflete sobre isso o suficiente. Entendem que o trabalho é mera obrigação para ganhar um sustento, pensamento medíocre. Nesses casos você precisa ficar agradando o sujeito com um monte de mimos no trabalho, aquilo é um fardo, então recompense-o com algumas coisinhas legais.
Se, por outro lado, o time envolvido com um projeto empresarial, faz aquilo porque entende o valor que será gerado para cada um e para o todo, a história é outra. O trabalho deixa de ser fardo, tem propósito, energiza. Se o pessoal gosta de, ao final de um belo dia de trabalho, jogar uma partida de tênis no Wii para tirar uma onda, ótimo.
Outro problema crônico para os que "praticam" a gestão de pessoas é a preguiça. Como é bem difícil articular e comunicar um projeto empresarial, a saída mais fácil é atrair e "reter" pessoas com mimos e regalias. Perigoso.
Acho que todos erramos, cedo ou tarde, com a gestão de pessoas. O ser humano é complexo demais para ser gerido com programas ou modelos sem mudança constante. Resta saber o que o seu projeto empresarial necessita. Se for de "recursos humanos" sem conexão com o propósito do projeto, capriche nos mimos para tentar driblar a rotatividade. Se a necessidade for de gente com pensamento crítico, que trabalha porque gosta, pode deixar a perfumaria para o segundo plano, concentre energia no sucesso do projeto.
05/08/2008
Começar mesmo sem a idéia
Uma das histórias que mais me chamaram a atenção no livro Founders at Work foi a do Arthur van Hoff, fundador da Marimba.
Gostei porque ele e seus sócios começaram da mesma forma que os meus sócios e eu, sem uma idéia! Acho importante lembrar disso porque a gente escuta muita gente falando que para empreender você precisa de uma idéia genial. Bobagem.
É claro que uma boa idéia ajuda bastante, mas não é imprescindível não. A história do Arthur é que em 1996 ele trabalhava na Sun na equipe de desenvolvimento do Java, assim como seus três sócios fundadores. Os quatro largaram a Sun, juntaram 25mil cada um e começaram a empresa sem saber exatamente o que ela seria.
O importante é que eles confiavam na capacidade do time. Alugaram um pequeno escritório (o nosso primeiro tinha 40m2 lá em alphaville), compraram o básico para trabalhar e ninguém tirava nada no final do mês (essa fase é a mais complicada de lembrar).
A visão dele sobre as idéias é também bem parecida. "Ao longo dos anos, eu aprendi que a primeira idéia que você tem é irrelevante. É só um catalizador para você começar. Depois você percebe o que estava errado com ela e aí vem as fases de negação, pânico e arrependimento. Aí finalmente você acaba tendo uma idéia melhor e a segunda idéia é sempre a mais importante".
Antes de criticar, lembre que em 3 anos a empresa dele cresceu para 300 funcionários e fez um IPO de sucesso.
Vejam a posição dele sobre o business plan: "O plano é a ferramenta que você usa para vender sua idéia para os investidores. Eles olham para o plano e dizem "Não tem erros de português e a matemática bate. Mas a gente gosta das pessoas, então vamos investir".
"Não há uma fórmula para identificar um plano bom versus um plano ruim. Assim não é justo perguntar "Você executou de acordo com o plano?" porque todo plano é só um baita chute, certo? É só mesmo uma ferramenta."
Por último ele ainda manda essa: "Você não deve se ater muito aos pequenos detalhes, porque você não pode prever o futuro mesmo. Você ira passar por tantas mudanças, que não vale a pena analisar demais o primeiro plano. O primeiro plano de negócios está lá para que você possa usar o Microsoft Word."
Essa visão toda é muito realista, pode parecer um pouco maluca, mas não é. Na prática é assim mesmo. Em nenhum momento ele diz, ou eu penso, que não é importante escrever um bom plano e nem que boas idéias não são importantes para o sucesso do empreendedor. O importante é perceber que o mais importante é o time, e que os planos são ferramentas, meios, nunca fins.
crédito foto: Cayusa
03/08/2008
A matemática do Venture Capital
Quem acompanha esse blog já deve ter percebido que eu cito recorrentemente o Fred Wilson quando escrevo sobre Venture Capital. O motivo disso é a transparência que ele tem com suas idéias.
Ontem ele publicou um artigo revelando o modelo econômico no qual ele se baseou para lançar o seu próprio fundo. Por que isso interessa aos empreendedores?
Porque é uma boa forma de você entender a cabeça de seu possível sócio investidor. Os números do modelo revelam uma série de informações importantes. Primeiro, qual é o retorno absoluto que o fundo tem que obter nos investimentos feitos para que o quotista que aportou o capital tenha o retorno esperado.
Nesse modelo o fundo precisa receber de volta 4x o capital investido, ao longo de seus 10 anos de vida. Com esse retorno o quotista teria um ganho de 2,56x o seu capital (ex: quem colocou $10 milhões recebe de volta $25,6 milhões).
Por gerir o fundo de $100 milhões, os gestores recebem, também ao longo desses 10 anos, $20 milhões para "custear" a gestão do fundo independentemente do desempenho obtido. Se o desempenho for de acordo com a projeção do moldelo, eles recebem mais $44 milhões como sua parte (20%) dos lucros obtidos. Nada mal! Por isso tanta gente gostaria de poder ser um venture capitalist.
Entendido quanto cada um (quotista do fundo e gestor) está esperando ganhar, resta entender o famoso "como" obter esse retorno.
Ele também deixa isso bem claro e explica que a expectativa é realizar 15 investimentos ao longo da vida do fundo. Desses 15, 5 serão um fracasso e o fundo perderá todo o capital investido, em outros 5 o fundo apenas recuperará o dinheiro aportado (com um ganho de módicos 25%). Os 5 restantes são os responsáveis pela bonança final, devem render em média 6,5x o capital investido (ex: o investidor coloca $1 milhão na empresa e quando vender recebe $6,5 milhões).
Outro ponto fundamental da estratégia dele é a divisão dos investimentos em categorias e etapas. São três categorias (conceito, teste e receitas). Em Startups que possuem somente o conceito do novo negócio (só um plano de negócios) ele só investe $1 milhão. Nas que já estão numa fase um pouco mais adiantada e já estão efetivamente testando o negócio ele investe $2,5 milhões. Nas empresas que já estão gerando receitas ele investe $3,5 milhões.
A chave da estratégia e descobrir rápido quando o negócio é ruim, quando o conceito não vingou ou o teste falhou. Assim quando investir errado, ele perde menos (de $1,0 milhão a $3,5milhões). Quando acerta ele reforça o investimento com uma segunda rodada de $2,5 a $3,5 milhões. Com isso, quando o negócio é bom, ele ganha encima de um investimento maior (mais de $5,0 milhões considerando mais de uma rodada).
É o inverso do "come que nem pinto e caga que nem pato" que tantos investidores insistem em fazer na Bolsa.
Para o empreendedor que pretende receber investimento de venture capital, ou para o que já recebeu, é fundamental entender a dinâmica desses números.
No artigo ele ainda revela que os números reais acabam sendo um pouco diferentes do modelo desenhado, mas nada que mude o racional estratégico do fundo.
Se você entendeu toda a numerologia, já sabe agora que se o teu plano de negócios não demonstra uma chance clara para o investidor conseguir mais de 6x o capital investido, não adianta perder seu tempo procurando venture capital. Se, por outro lado, o plano tem essa possibilidade, pense bem em como tentar provar que o seu não estará entre os 33% que fracassam.
Muito difícil? Pois é. Se fosse fácil, qualquer um faria.
02/08/2008
Aprendendo sob demanda
Aprender sob demanda, ser capaz de extrair conhecimento da web e das redes sociais para fazer algo acontecer, esse é o novo paradigma do aprendizado nas organizações e na vida pessoal também.
Jogue fora sua coleção de "Você S/A", cancele a assinatura e entenda o que o John Seely Brown está dizendo neste video.
31/07/2008
Google querendo virar investidor
A notícia de hoje nos blogs de web e venture capital é a indicação de que o Google pretende criar um braço próprio de venture capital.
A matéria do WSJ que deu início à discussão explica um pouco as desvantagens das iniciativas de venture capital corporativo.
O lado do Google é claro. Como eles já compram uma série de startups tecnológicas que foram investidas por outros VCs, (último exemplo aqui) faz sentido pensar em atuar diretamente como investidor ao invés de pagar o prêmio para quem investiu primeiro.
O problema é que a atividade de venture capital combina muito mais com fundos privados independentes do que com braços corporativos. O Fred Wilson escreveu um post explicando a questão da importância do fundo ser administrado por gestores talentosos e como esses caras dificilmente ficam debaixo de um estrutura corporativa.
Ele defende que existe espaço para os VCs corporativos, mas aponta que o desempenho deles é normalmente inferior aos demais.
Para investir em startups é muito importante conhecer o mercado, ter passado pelo processo e ter liberdade para arriscar (muito). Será que os fundos corporativos conseguem ser assim? Acho que só uma ou outra exceção conseguem.
Aqui no Brasil, a Intel vem tendo um papel destacado com seu braço de venture capital, fez bons investimentos e participa ativamente do mercado. Alguém conhece outros VCs corporativos que atuam aqui no Brasil?
25/07/2008
Empreendedorismo inovador em Salvador

Conheci empreendedores e startups de tecnologia de excelente nível ontem no Encontro de Empreendedorismo Inovador em Salvador.
O evento, durante o dia, foi mais focado na gestão dos parques tecnológicos, nas incubadoras, universidades e instituições públicas que apoiam a inovação e o empreendedorismo no nordeste.
O Paulo Lemos da Inova/Unicamp fez duas ótimas apresentações sobre o papel da universidade e derrubou alguns mitos do empreendedorismo que atrapalham um pouco a cabeça de quem está começando.
Após o evento, tive o prazer de jantar com um grupo de empreendedores de primeiro nível. O Camilo Telles (a pessoa mais conectada do meio em Salvador), e o Jacques Chicourel, empreendedor que toca a startup Viamobile, e que eu já conhecia pela sua participação vencedora nos desafios GV-Intel me apresentaram para o Rafael Costa que desenvolve a Jusbrasil e o Gustavo Perez que fundou a MTM tecnologia.
Se você tem alguma conexão com o meio jurídico dá um olhada na Jusbrasil e se o teu negócio está ligado à web mobile, veja as aplicações que o Gustavo está desenvolvendo em parceira com a RIM (Blackberry), principalmente na área da saúde (médicos e hospitais).
Pela qualidade dos empreendedores, acho que é só uma questão de tempo para esses negócios decolarem.
Aproveito para agradecer o convite do pessoal do evento pela excelente oportunidade e por toda a hospitalidade com que me trataram em Salvador.
crédito foto: One August Sunday
22/07/2008
Empreendendo com confiança, orgulho e camaradagem
Meus sócios e eu sempre quisémos construir empresas diferenciadas. Empresas que possam inovar, gerar riqueza e promover o desenvolvimento de todos os envolvidos.
Um dos fatores importantes para tudo isso acontecer é o ambiente de trabalho. Um ambiente onde reina a confiança, orgulho e camaradagem.
A Computer World divulgou hoje o resultado da pesquisa feita em conjunto com o instituto Great Place to Work e a nossa empresa Direct Talk foi eleita a 13º melhor empresa de tecnologia para se trabalhar.
Não deu para ficar na frente do Google e da Microsoft, mas pesos pesados muito admirados como Dell, Oracle, Sun, Totvs, Terra e Locaweb ficaram para trás. Parabéns DT!
Tem um trio de pessoas que merece um reconhecimento especial por isso: Giovanni, Diego e Thelma. Fica aqui o meu parabéns pelo trabalho de vocês.



